domingo, 7 de fevereiro de 2010

Voltam aula, volta professora, sai Júlia & fazemos 4 mil visitas!

Ah, gente aqui é o Mu e vocês me impressionaram mais uma vez!!!
Bom, para começar, devemo-lhes MUITOS agradecimentos por nos terem ajudado em mais esta conquista! Passamos por uma temporada de férias e por isso não postamos há quase dois meses, mas agora que um novo ano vai começar, já estamos voltando a ativa! xD Bom, quando entrei hoje para dar uma arrumadinha no blog e prepará-lo para este novo ano, olha o que percebo: Nestes dois meses de férias duplicamos o nosso número de visitas e chegamos às 4 mil! Mas jamais chegaríamos até aqui não fosse pelos amantes da Arte que nos carregaram até aqui.

Bom, para todos os que estavam pensando que o blog seria abandonado, parece que se enganaram! Quando houve troca de professoras, não desistimos e agora a professora Alessandra voltou e estamos ansiosos para postar nossos novos projetos. Mas o mais importante é que o blog não acabou e voltará à ativa! Agora que as aulas estão recomeçando, os planos pro blog já estão começando a surgir. Aguardem! Ah, e sem querer estragar o clima de felicidade, mas tenho que avisar que a Júlia saiu da escola e deixará o blog. É uma pena.

Nossa, quantas novidades. O novo ano letivo já começou fervendo... Beijões!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Análise de obra significativa – Sebastião Salgado


IMAGEM ESCOLHIDA:


























Introdução

Sebastião Ribeiro Salgado (Aimorés, 8 de fevereiro de 1944) é o maior destaque da história da fotografia no Brasil. Apesar de não participar de nenhum movimento fotográfico, destaca-se no cenário mundial por suas exposições de obras realistas que demonstram o dia-a-dia da parcela mais humilde da população de forma “nua e crua”, sem perder, porém o senso poético e romântico.

Formado em economia pela Universidade de São Paulo e tendo trabalhado na Organização Internacional do Café em 1973, trocou a economia pela fotografia após viajar para a África levando emprestada a câmera fotográfica de sua mulher, Lélia Wanick Salgado.

Em 1986, publicou seu primeiro livro, “Outras Américas”, sobre a pobreza na América Latina. Posteriormente publicou livros de sucesso como “Sahel: O Homem em Pânico”, “Trabalhadores rurais” e “Êxodos”.

Trabalhando apenas com as cores preto e branco, sua determinação em mostrar o significado mais amplo do que está acontecendo com a parcela menos favorecida da sociedade criou um conjunto de imagens que testemunham a dignidade fundamental de toda a humanidade e protestam contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças.

Sebastião Salgado e sua mulher também contribuem generosamente com organizações humanitárias, como a UNICEF, a ACNUR, a OMS e a ONG Médicos sem fronteiras e a Anistia Internacional, além apoiar projetos de reflorestamento e revitalização comunitária.

Em setembro de 2000, com o apoio das Nações Unidas e do UNICEF, Sebastião Salgado montou uma exposição no Escritório das Nações Unidas em Nova Iorque, com 90 retratos de crianças desalojadas extraídos de sua obra “Retratos de Crianças do Êxodo”. Ainda doou os direitos de reprodução de várias fotografias suas para o Movimento Global pela Criança e para ilustrar um livro da moçambicana Graça Machel sobre o “Impacto dos Conflitos Armados sobre as Crianças”.

Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prêmios de fotografia do mundo e fundou em 1994 a sua própria agência de notícias, “Imagens da Amazônia". Salgado e sua esposa Lélia Wanick Salgado, autora do projeto gráfico da maioria de seus livros, vivem atualmente em Paris e têm dois filhos. Atualmente, o fotógrafo trabalha em um projeto chamado “Genesis”, e, em conjunto com a UNICEF e com a OMS, documenta uma campanha mundial para a erradicação da poliomilite.



Dados principais da obra escolhida

Sebastião Salgado publicou várias fotografias sobre a Serra Pelada. Em nosso trabalho analisaremos a fotografia “The Serra Pelada Gold Mine”, fotografada no Brasil, no estado do Pará (cidade de Curionópolis), no ano de 1986 e publicada no livro “Trabalhadores”. Esta imagem é uma das melhores já fotografadas sobre o local e costuma habitar os livros de História. Veja abaixo, mais imagens de Sebastião Salgado sobre Serra Pelada.


Descrição do motivo fotográfico

A imagem retrata a exploração a céu aberto, apresentando mineradores com péssimas condições de trabalho, vestidos com roupas sujas e rasgadas, subindo e descendo a mina incessantemente e desenvolvendo muito esforço físico, estando todos suados. Carregam nas costas sacos, na tentativa de encontrar pepitas de ouro. A imagem tem relevância histórica por retratar o maior garimpo a céu aberto do mundo. Ao mesmo tempo em que demonstra o sofrimento dos trabalhadores, faz referência à forma brusca como a natureza foi destruída para tal atividade econômica. Esta foi considerada uma “corrida do ouro moderna”.




Elementos da composição da imagem

Escolhemos esta obra pois ela nos impressionou muito quanto a sua composição artística.

Inicialmente, é necessário ressaltar que não há um único elemento “massa” como na maioria das fotografias, mas sim, uma série de elementos “massa”, isto é, há uma grande quantidade de elementos que ocupam áreas volumosas da imagem: os trabalhadores da mina. Além disso, os elementos massa estão em movimento. Isto tudo atrai a atenção do observador em diferentes áreas da figura.

Colocamo-nos então a questionar a habilidade e precisão do fotógrafo, afinal, é muito difícil conseguir equilibrar uma grande quantidade de elementos massa em uma imagem qualquer. Considerando ainda que estes elementos estão exercendo movimento contínuo e que o fotógrafo teve de capturá-los em um instante em que pudesse distribuí-los adequadamente na imagem, entendemos a dificuldade enfrentada por Salgado e acreditamos que ele tenha feito várias tentativas para chegar a tal resultado. Isto talvez justifique por que Henri Cartier-Bresson quis nomear seu livro de fotografias como “O instante dado”: Os enquadramentos perfeitos estão presentes em várias situações cotidianas, mas o fotógrafo tem de ser muito hábil para conseguir perceber o momento em que todos os vários elementos massa se movimentam de forma favorável para a captura de uma boa imagem.

Por ser uma fotografia, apresenta poucas linhas horizontais e verticais, sendo muito difícil identificar as linhas presentes na composição. Os focos de luz zenital produzem sombras e as áreas de sombreamento dificultam a observação destas linhas.

A perspectiva que conseguimos observar é então de massa e não de linha ou de tom. Mas o que exatamente significa afirmar que uma foto possui “perspectiva de massa”? Significa que Salgado arranjou a cena de moda a alcançar uma ilusão de profundidade. Isto fica bem claro quando pensamos no volume dos elementos organizados na parte de baixo da imagem em relação aos organizados na parte de cima. Repare que na parte debaixo da imagem, os trabalhadores estão “maiores” do que os que estão em cima. Ali o fotógrafo arranja uma ilusão de profundidade.

A iluminação é feita a partir da luz natural, isto é, da luz do Sol. Estudando a composição artística, percebemos que em qualquer fotografia, efeitos de luz causarão algum tipo de sombra. Ali, no caso, a luz é Zenital (vem de cima para baixo) o que permite a ocorrência de sombra sob o corpo dos trabalhadores.

Por ser uma obra em preto e branco, é possível se perceber uma variação incrível de níveis de cinza determinada pelos nuances intermediários entre os próprios preto e branco, os limites da tonalidade. Assim, podemos dizer que Salgado, ao usar o preto e o branco em suas obras, tem objetivos. Primeiramente (e mais óbvio), quer realçar os contrastes sociais e exprimir a tristeza em sua fotografia, claro, sem perder a veia poética. Porém, ao utilizar estas cores, ele alcança uma grande variação de tonalidades também, o que beneficia a composição.

Bom, percebemos que toda a obra compôs-se muito bem, mas tudo poderia ter sido perdido por um simples detalhe: O foco. Focalizar consiste em “ajustar o sistema de lente da câmera para o objetivo ser visualizado com nitidez”, isto é, o foco é utilizado para atribuir mais nitidez na área da imagem que se quer privilegiar. Alguns fotógrafos ainda usam um efeito chamado “profundidade de campo” no qual as áreas mais distantes do primeiro plano ficam “desfocadas” ou vice-versa. Não é o caso de Sebastião Salgado. Ele possui uma grande quantidade de elementos “massa” e focaliza todos eles, com o mesmo objetivo já citado: atrair a atenção do espectador em diversos pontos.

Ponto de vista

Nesta imagem, o fotógrafo não participa da cena e as personagens (garimpeiros) fotografadas não estão cientes da presença do fotógrafo, ou, se estão, não dão importância, e continuam seu trabalho.

É possível perceber o posicionamento do artista em relação ao das personagens devido a noções de profundidade e de perspectiva de massa já citadas anteriormente. Como já explicamos, se traçarmos uma reta que divida a obra em dois hemisférios de área igual, perceberemos que os mineradores da porção superior da imagem, exercem menor volume do que os da parte inferior, o que demonstra que as personagens na parte mais baixa da imagem estão mais próximos da câmera, tanto que estão “maiores”. Ora, se podemos afirmar que os mineradores da parte inferior estão mais próximos da câmera, podemos afirmar também que a câmera está na parte inferior da imagem.

Percebemos ainda que a obra retrata uma “cena contínua”, isto é, mesmo fora do campo de visão da câmera, há pessoas trabalhando, embora não possamos vê-las. Podemos assim, imaginar o fotógrafo no meio de vários trabalhadores esperando o momento certo para capturar a imagem.

Análise crítica

A obra transmite ao espectador um olhar diferenciado do mundo. Demonstra que aquele mundo restrito e consumista em que vivemos é uma pura e drástica ilusão. Faz-nos ter vergonha de nossa contribuição, planejada ou não, direta ou indireta, para a existência de tal desigualdade e nos traz uma sensação de remorso e de desesperança, junto a vontade de construir um mundo melhor. O que para muitos não passa de uma fotografia triste e dramática, é, na verdade, muito mais do que isso: um retrato da realidade.

Embora muitas pessoas consigam olhar a obra e não sentir nada, talvez por preferirem não vir a realidade à sua volta, o artista planeja muito mais do que trazer às pessoas uma situação dramática, mas sim despertá-las para o universo real.

Ao longo de nossa pesquisa sobre vida e obra de Sebastião Salgado, observamos uma exposição virtual de “Fotografia de crianças no êxodo”, e, não eram poucos os comentários de pessoas relatando que depois de ver tais imagens sentiram vergonha da despreocupação da sociedade de uma forma geral, e da qual nós fazemos parte, quanto a situação de muitas pessoas no nosso próprio país, passando fome e sede.

Ao ver tantas pessoas maltrapilhas em busca da riqueza, percebemos a qual ponto o capitalismo chegou bem em frente ao nosso nariz, sem que pudéssemos enxergá-lo por estarmos preocupados demais em viver a nossa fantasia. Imaginamos então pais de família, tentando alimentar filhos e esposas, sem perder, apesar de todo o sofrimento, o que muitos de nós já perdemos: a esperança.

Lembramo-nos ainda das várias vezes em que depositamos a culpa da destruição da natureza, nestes pobres trabalhadores em busca de uma vida melhor, esquecendo-nos, que se não fosse por nós, cidadãos classe média, valorizarmos tanto estes minerais, isto não aconteceria. Ignoramos também o fato de que a destruição da natureza está presente em nosso próprio dia-a-dia das mais variadas formas, desde a compra de um produto qualquer, até seu envio para o lixo, e então, quando não mais queremos ver a nossa culpa, depositamo-a nestes pobres pais de família.

Salgado é talvez, apenas mais um de nós, possuindo apenas um diferencial: a esperança de conseguir, por meio de suas fotografias, mostrar à todos que o mundo não é essa fantasia que vemos em novelas e filmes. Talvez por testemunhar a dignidade da qual cada pessoa tem direito, ele possua uma alma tão pura e ajude a tantas organizações humanitárias.

Gostamos muito da imagem, justamente pelo que ela nos desperta, pelo seu equilíbrio na composição, pela sua veia poética e pela mensagem transmitida.



"Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…"

Sebastião Salgado

Bibliografia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sebasti%C3%A3o_salgado

http://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_pelada

http://kapirasongkritika.files.wordpress.com/2009/08/salgado_serra_pelada.jpg

http://foruns.terravista.pt/SForums/$M=readthreadrep$TH=1538131$F=45310$ME=4914401$P=2

http://pt.wikipedia.org/wiki/Foco

http://www.willians.pro.br/composi.htm

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fotografia


Oi, pessoal! Aqui é o Mu e eu estou entrando de novo para postar sobre o nosso novo projeto de Artes: Fotografia!
Na aula de hoje (29/09/09) nós continuamos os projetos de Arte óptica e começamos a planejar um trabalho sobre Fotografia, que consiste em pesquisar a vida e obra de um fotógrfo célebre e apresentar. De início, estamos trabalhando fotografias antigas, mas depois começaremos nosso projeto com fotógrafos atuais.
Pudemos perceber que há fotógrafos renomados por toda a parte do mundo... Até no Brasil, o que é o caso de Sebastião Salgado, o que eu e a Lô estamos pesquisando... Os fotógrafos visam a crítica a desigualdade sociais, momentos marcantes do cotidiano, fotografias urbanas e de ruas, sempre retratando a realidade... Lembram da Câmera Escura que a gente comentou quando aprendeu Perspectiva? Então, ali começa a história da fotografia, cada vez mais presente em nossas vidas, aqui no nosso blog mesmo, há varias fotografias, não é? Já existem até máquinas fotográficas, muitas vezes embutidas em celulares e demais aparelhos... Então, ela se torna muito importante para a História da Arte, pois a partir dali os artistas não mais se preocupam com a reprodução tão fiel da realidade, já que ela pode ser reproduzida mais facilmente em uma fotografia, o que vai gerar uma corrente abstracionista (tendência da Arte se concentrar em obras abstratas). Ali também começa a surgir a história da fotografia, que veremos nas próximas aulas.

Equipes e fotógrafos

Equipe número 1: Murilo, Louise, Nicolas, Luisa e Maria Luiza.
Fotógrafo: Sebastião Salgado
Equipe número 2: Júlia, Camila, Larissa, Carolina.
Fótógrafo: Henri Cartier-Brussoun
Equipe número 3: Raul, Daniel, Johann, Vanessa, Eduarda.
Fotógrafa: Diane Arbus
Equipe número 4: Luise, Luiz Fernando, Luís Felipe, Giulia, Maira.
Fotógrafo: Walker Evans
Equipe número 5: Guilherme R., Gabriel F., Ricardo, César
Fotógrafo: Robert Doisneau
Equipe número 6: Gabriel B., Thomas, Vinicius, Guilherme M.
Fotógrafa: Tina Madotti
Equipe número 7: Angelo, Rafael, Bruno, Matheus S., Henrique
Fotógrafo: Andre Kertez
Equipe número 8: Leonardo, Lucas, Matheus F., Nathan
Fotografo: Lee Friedlander
Equipe número 9: Fernanda, Aniele, Guilherme K.
Fotógrafa: Cindy Scherman

Tarefa para a próxima aula:
Pesquisar sobre o fotógrafo da sua equipe e encontrar as seguintes informações
:
-Biografia
-Obras (imagens)
-Críticas
-Curiosidades

domingo, 27 de setembro de 2009

Arte óptica - "Op-art"

Oi, gente. Aqui é a Lô! Hoje vou postar sobre o que aprendemos na última aula de Artes (22/09/09): a Arte óptica, mas vocês sabem o que é isto? A Arte óptica, hoje conhecida como “op-art”, que significa em inglês optical art, é uma forma de pintura que produz efeitos ópticos, e que, por meio da visualização promove ilusões de algumas imagens. Existem ainda aquelas que promovem uma sensação de movimento e de mudança de cor. É uma das formas de pintura que mais promove confusão ao observador. Vejamos alguns exemplos de arte óptica:













Louise: Esta é a minha obra! E aí? Onde começa? Onde termina? Hahá, os efeitos de óptica abstrata não nos permitem saber. Espero que tenham gostado! :p


Murilo: Bom, esta já é a minha obra! Ela é bem parecida com a da Louise, o que foi fruto de coincidência, pois a professora deu alguns exemplos que nos servissem de subsídio para contruírmos nossa obra e nós, sem nem conhecermos as obras um do outro, acabamos nos interessando pelo mesmo modelo. Em minha obra, eu além de usar a técnica das "Zebrinhas", ainda utilizei algumas técnicas de perspectiva como no círculo e no quadrado, que não nos permitem descobrir qual "peça" se encontra na frente e atrás da figura. É uma confusão de planos.

Observando as postagens, eu (Mu) ainda reparei mais uma coisinha: As imagens "scaneadas" ficam melhores do que as fotografadas, devido aos efeitos de luz e etc. A partir de hoje, se a Louise aceitar (não tenho "scaner"), sempre que possível "scanearemos" nossas obras, mas é importante lembrar que não podemos levar o scaner para a escola, por exemplo. ;)

Imagens retiradas de:

MAIS AGRADECIMENTOS

Oi, gente. Bom, estamos fazendo um trabalho e acabamos de perceber que nosso blog já ultrapassou as 2000 visitas. É incrível. Um projeto que inicialmente não se passava de um trabalho de escola tornou-se nosso "bichinho de estimação" e "portfólio". É ótimo perceber que as pessoas realmente apreciam o nosso trabalho, afinal, Arte é tudo, e quem não aprecia a Arte, não aprecia a vida. Viemos contabilizando as visitas desde 12 de abril deste ano e achamos gratificante mais esta vitória.

Cremos que um Ser nos deu o dom de observar e produzir a beleza, e queremos reproduzir as belezas de nosso trabalho para que todos possam apreciá-los, pois não há nada mais lindo do que a fragilidade da produção humana.

Lembram do trabalho que dissemos estar fazendo? Então, é de Produção de Textos e sabe no que ele consiste? Na criação de um blog e nós já temos um. Mas qual será a relação entre Artes e Língua Portuguesa? Acha a pergunta difícil? Creia, nem tanto. Se você já viu nossas outras postagens deve ter percebido que a ligação entre Português e Artes é muito grande. Lembra quando trabalhamos História em quadrinhos? Elas nada mais são do que produções de texto que contam com imagens, ora, assim, a mistura entre as linguagens escrita e visual que enriquece as produções. Ah, você também lembra de quando trabalhamos Arte contemporânea? Lembra do que vimos? Vimos que o artista reprocessa linguagens visuais a partir de imagens, que nos remetem a sentimentos. Essas imagens podem ser trazidas também através da linguagem escrita que traz informações, assim, o espectador percebe imagens a partir de textos, não é?

Bom, acho que é isso aí... Estamos felizes por termos cultivado o nosso blog. Poderíamos ter simplesmente desistido quando ocorreu a mudança de professores, mas não o fizemos. Continuamos dedicando carinho e amor ao nosso espaço virtual, e hoje, sentimo-nos privilegiados tanto por podermos apresentá-lo no trabalho de Redação quanto pelas duas mil visitas:

"Eu sempre sonho que uma coisa gera
Nunca nada está morto
O que não parece vivo, aduba
O que parece estático, espera"
Adélia Prado

Obrigado por tudo!

sábado, 12 de setembro de 2009

Perspectiva

Oi, gente! Aqui é o Mu outra vez. Bom, temos algumas novidades. A professora Tharyn, que está substituindo a professora Alessandra neste último trimestre, é formada em Artes cênicas e dá aulas de teatro na escola. Nas aulas regulares, estamos estudando em Artes "planos e perspectiva".

Estamos aprendendo em Artes algumas noções básicas de desenho. São elas: perspectiva, planos e profundidade.

Introdução:
O movimento renascentista (séculos XIV e XV), tinha objetivo de contrariar as ideias da Igreja, e, à partir da Arte atribuiu realidade às pinturas, a partir de noções de perspectiva! Na época, os retratos tinham muita importância, pois eram a maneira de representar o cotidiano do povo. Com a invenção da câmera escura e da máquina fotográfica, representar a realidade tão a fundo tornou-se desnecessário, assim, retratam-se hoje obras de Arte abstrata.

Planos e perspectiva:

A figura ao lado é uma pintura de Hogarth pintada em pleno século XIX, chamada Falsa perspectiva. Analise bem a figura. Perceba que os planos se misturam. Isto é, há uma falsa noção de perspectiva.
Mas se a humanidade já tinha noções básicas de perspectiva há mais de cinco séculos, qual o objetivo de Hogarth com tais "absurdos"?

Esta prática leva o nome de "rebatimento" e contraria as ideias de perspectiva. O objetivo é exatamente intrigar quem vê a obra. Poderia-se dizer que é como os bebês desenham. Eles fazem tudo em um mesmo plano, isto é, não sabem como desenhar diferentes planos.



Profundidade:

Aprendemos ainda a traçar as linhas do horizonte e os pontos de fuga. Craindo assim uma noção de profundidade!

Observe o processo:
  • As linhas diagonais de um desenho quando esticadas, se encontram em algum ponto: o ponto de fuga (PF). - OBS: O mesmo não ocorre com as linhas verticais.
  • A linha do horizonte demonstra o ponto de vista do observador.
http://julianapellegrini.files.wordpress.com/2008/09/perspectiva2.jpg
Na figura acima observamos alguns exemplos de polígonos (bidimensionais) que, a partir dos pontos de fuga formam poliedros (tridimensional). A linha do horizonte é, neste caso, a linha horizontal por onde passa o ponto de fuga.

Nosso portifólio:

Aqui nos postaremos as nossas produções artísticas relativas a:

A mesa e os pontos de fuga











A professora Tharyn colocou uma mesa no centro da sala e em sua volta formou um círculo com as carteiras, garantindo assim que cada um tivesse um ponto de vista diferente da mesa. Na imagem a cima, eu usei a linha do horizonte bem alta, representando meu ponto de vista levantado. Tracei dois pontos de fuga!


Tridiomensionalidade e perspectiva

No desenho ao lado, há algumas formas geométricas (quadrados, retângulos e triângulos) que, apartir de linhas verticais e horizontais e de linhas diagonais que seguem para um mesmo ponto de fuga (no caso, localizado sobre a linha do horizonte) criam um efeito tridimensional. Geometricamente, então, formam-se poliedros ao invés de polígonos!

Mosaico tridimensional

Nesta atividade, a proposta era a de criar um mosaico pintando algumas partes dele de modo a parecer existir tridimensionalidade. O legal é que o espectador não consegue identificar os planos, isto é, não pode detectar o que está mais atrás e o que está mais a frente. Trata-se então de uma ilusão de ótica! Experimente dizer onde começa a escada... :P


A imagem ao lado é de Daniel Vetter desenvolvendo o seu mosaico.









Perspectiva e imagens cotidianas

Nossa próxima missão era a de encontrar imagens em que houvesse linhas diagonais que seguissem pra o ponto de fuga e, logicamente, a linha do horizonte, fotografá-las e levá-las para a sala de aula. Nas imagens ao lado, a gente traz alguns casos. Vamos ver se você já sabe identificar os pontos de fuga e o posicionamento da linha do horizonte? Caso precise ampliar as imagens, clique nelas.

Resposta:
As linhas diagonais do corrimão seguem para cima da figura, onde se encontram formando o ponto de fuga. A linha do horizonte se localizava um pouco abaixo da metade da figura, pois fotografei-a sentado.








Resposta:
Imagem da cozinha: As linhas diagonais (do teto, dos balcões, da pia, da geladeira...)seguem para o centro, onde se encontram formando o ponto de fuga (PF). A linha do horizonte localiza-se mais ou menos no centro também, pois fotografei-a de pé.

"Portfólio": Murilo Martini - Clique para ampliá-las.



Jogo: Continue a imagem!

Esta atividade é uma espécie de brincadeira. Cada pessoa levou para a sala uma imagem em que identificava elementos da perspectiva. À partir dali tinha de colar a imagem em uma folha de papel branca e continuar a imagem... Veja os resultados:

Júlia Mysko desenhando (ou continuando) a sua igreja. ;) - Foto desfocada (clique para ampliar)!












Murilo Martini e a sua cozinha! - Foto desfocada (clique para ampliar)!







Vinícius e a sua piscina...









O corredor... (Ainda estamos tentando descobrir o autor)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Uma boa e uma má notícia

Declaramos aqui, nossa tristeza pela professora parar de lecionar as sétimas séries. Com certeza, sentiremos muita saudade. Estamos feliz por ela ter passado no concurso público para dar aula na Universidade Federal de Santa Catarina... O ruim é que a carga horária não permite que ela faça-o em ambas as escolas e nós (173) teremos aula com uma nova professora: Tharyn.

Boa sorte, professora. Queremos o seu melhor... E volte logo. :/
A equipe.

PS: Continue visitando o nosso blog.